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| I Maratona BTT Rally Fafe - M07 |
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Fafe, é Duro.
Fafe é duro, Fafe tem paisagens belas e Fafe tem ao redor da cidade uma panoplia de trilhos que não deixa indiferente quem ai passa.
Com o lema "depois de uma subida, hà uma descida", a maratona de Fafe vem provar juntamente com outras organizações vizinhas que o BTT no Norte de Portugal está de boa saude e recomenda-se, pois, por vezes os eventos de BTT no Norte são um pouco esquecidos e menos divulgados a nivel nacional, comparando com outras regiões do País.
Durante a semana que antecedeu a prova, a |
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chuva não dava descanso á organização e teimava em cair mesmo até a manhã do dia 17 de 2007, antevendo-se uma maior dificuldade que já de si era grande pela área montanhosa da região.
Nada que fizesse demover os quase meio milhar de participantes, que cedo começaram a colorir a Praça 25 de Abril, dando cor ao cinza da calçada no local de partida.
Às 9 horas o Presidente da Câmara, Dr. José Ribeiro dava início à viagem de centenas de BTTistas pelos trilhos onde grandes nomes do Rally, de forma espectacular, percorreram nos tempos áureos do Mundial de Rally, troços que ainda hoje são para muitos aficionados os melhores do mundo. |
A passagem da cidade para os trilhos da aldeia era aprazável, sendo impossível haver engarrafamentos. Ao 5 km começava a primeira subida do percurso em terra batida no troço de Montim, um pequeno desvio para um trilho técnico a meio da subida, fazia a delícia dos mais resistentes e começava a grande aventura para os menos preparados fisicamente.
Já no alto de Montim dava-se a primeira separação dos participantes da Maratona com os da Meia Maratona. Os participantes da Maratona desciam por trilhos muito rápidos até a aldeia de Seidões, e faziam o retorno a Lameira num estradam largo em terra batida com verdadeiras "paredes" pela frente, enquanto os da Meia Maratona depressa chegavam a Lameira sem |
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grandes dificuldades, local do primeiro reforço alimentar da prova, recheado de fruta, barras, sandes, bebidas energética e muita agua. A segunda parte da prova ainda deixava mais marcas a quem participava na Maratona, com uma descida vertiginosa a Ruivães pelo troço da Lameirinha, fazia-se adivinhar que depois de uma descida daquelas iria haver uma subida assombrosa ate ao alto de Vila Pouca, local com paisagens deslumbrantes de difícil descrição pela sua beleza, fazia esquecer o esforço que ate ali tiveram de fazer. |
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Com o parque Eólico a servir de companhia aos participantes a descida a famosa passagem terra/asfalto/terra de seu nome Confurco, era muito rápida e esguia.
Já na Lagoa, era feita a ultima separação da Meia com a Maratona, que para os mais distraídos fazia alguma confusão, não fosse já os cerca de 40 km de subir e descer, juntos com alguma falta de discernimento.
Enquanto os atletas que escolheram a Meia Maratona desfrutaram de trilhos técnicos com muitos singletraks quer a descer, quer a subir, os atletas da Maratona continuaram a sua pedalada pelos estradões de terra batida com medias muito altas ate ao final do troço de Luilhas.
Ai tinha acabado os estradões bons para rolar, de medias altas e aos 55 km começava na aldeia de S. Miguel do Monte os trilhos técnicos, bem ao estilo do Cross-Country, onde a perecia se imponha até ao final da prova. Antes de chegar ao último reforço as descidas esguias, com muitos obstáculos e bastante técnicas |
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faziam a delícia dos mais audazes, que depois de recarregar forças em Quimadela embalavam para a parte final por corredores entre os campos, até avistar a cidade que tanto ansiavam. |
A entrada na cidade era rápida e depressa se descortinava a almejada meta ao fundo da Av. 5 Outubro.
Transposta a meta o sentimento de alegria de ter percorrido os magníficos trilhos de Fafe e ter alcançado o final, disfarçavam o esforço estampado nos rostos dos participantes.
A Maratona foi dura e teve caminhos e trilhos para todos os gostos, mau era se chegasse ao final e não deparasse com dificuldade alguma, nem iria contente para casa.
O primeiro participante a passar a meta da Maratona, do sexo masculino com o tempo de 4:03:31 horas, foi o dorsal 272 Paulo Castro de Viseu, em |
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segundo o dorsal 160, Pedro Pinto de Paredes com o tempo de 4:14:42 horas e em terceiro com o dorsal 353, o Paulo Gonçalves de Ponte de Lima em 4:19:51 horas. No sexo feminino a única participante a conseguir concluir o percurso foi o dorsal 147, Ana Rocha de S. Tirso com o tempo de 7:40:44 horas. |
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Parabéns a todos os participantes, mais uma vez mostraram que esta modalidade é um exemplo de desportivismo, onde o espírito BTTista está sempre presente.
Um especial agradecimento a todos os envolvidos neste evento, Escuteiros, Voluntários, Bombeiros, Policia Municipal, GNR, a todos os Patrocinadores e a Câmara Municipal de Fafe, sem eles era impossível organizar um vento desta envergadura.
Fafe é duro e para o ano hà mais. ««« Voltar
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