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IV Anos - d' Pedaladas

 
 
 
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Picos da Europa – Expedição Maciço Central

Não sabemos se vamos conseguir descrever o que vimos e vivemos durante a expedição ao maciço central (Urrieles) nos Picos da Europa no dia 21 de Agosto'10, na formação calcária que se estende pelas Astúrias, Cantábria e León, e destaca-se pelas suas alturas que em muitos casos estão acima de 2.600 metros do nível do mar, onde as imponentes rochas submergem entre os inclinados campos verdejantes e o rio Cares. Ler mais...

 
 
2º Passeio SRC - Barrega

No ano passado juntamos um grupo de amigos da SRC, que pouco ou nada andam de bicicleta e num só dia fizemos 80 km, num passeio muito divertido até ao S. Bento da Porta Aberta.

Este ano foram menos os que se aventuraram, num percurso muito diferente do ano anterior e no pico do Verão, foram feitos 52 km de alta montanha debaixo de um tórrido calor até a Serra do Viso, onde a comida e o bom vinho verde da região atenuaram a dura tirada até Barrega. No final e já em Cepães só tínhamos um desejo, um mergulho na piscina do nosso amigo Carlos para baixar a temperatura e relaxar os músculos.

 
 
Rinus no averno do Vale do Vouga

Os Rinus, no domingo 04 de Junho '10, participaram em Águeda na 5ª Maratona Vale do Vouga, onde estava inserida a 4ª Taça de Portugal XCM 2010, com a presença dos melhores maratonistas nacionais de BTT.

Num dia que se previa de intenso calor e que a água ia ser a melhor aliada dos BTTistas presentes, a partida para a taça de Portugal de XCM foi as 09:30H já debaixo do tórrido sol, 10 minutos depois ocorre a partida para os 230 participantes na maratona Vale do Vouga e também para os 1100 da meia-maratona.

Os primeiros quilómetros foram muito atribulados, entranhados na nuvem de pó que se levantava a passagem das bicicletas, com algumas quedas a mistura, onde a respiração e visão do trajecto eram manifestamente primitivas. Após a passagem deste tormento inicial, apareciam as subidas que faziam alongar o pelotão e onde cada um já podia imprimir o seu ritmo sem grandes incómodos ao longo do Rio Alfusqeiro.

A segunda metade do percurso já separada da maratona, era muito mais rápida, sem grandes ascensões, com enormes singletracks que deliciam todos os BTTistas e com verdes cenários muito agradáveis. O calor era intenso o que dificultava imenso o desenrolar da prova, o que fez que a chegada a Águeda parecesse um oásis num deserto insulado.

A conclusão da meia-maratona de 45km ficou na seguinte ordem para a chusma rinusoide, com o Tiago Novais a concluir no tempo de 02h:33m:26s ficando 100 lugar à geral, David Costa Barros no lugar 154 em 02h:40m:20s e o Paulo Jorge de Castro Teixeira no lugar 275 e com o tempo de 02h:59m:32s, o primeiro classificado foi o Augusto Neto da equipa Slowdown/Medicértima, com o magnifico tempo de 01h:56m:13s, onde chegaram ao final da meia-maratona 918 participantes. De lamentar a desistência de Gilberto Fernandes ao km 24 num acidente que o levou a socorrer de assistência medica.

Uma prova que aconselhamos e certamente a repetir.

 
 
 
No passado dia 8 e 9 de Maio, a secção de BTT "Rinus" da Sociedade de Recreio Cepanense fez-se a estrada para percorrer mais um dos caminhos de Santiago no ano do Xacobeo. Desta feita o eleito foi o "Via da Prata" de 210km, um antigo caminho comercial que atravessa o oeste de Espanha, que servia também como caminho de peregrinação em direcção a Santiago de Compostela.
Era ainda madrugada quando os cinco elementos se fazem ao caminho na carrinha do clube, uma vez que o início seria de Chaves. Cerca das 6h30 da manhã e as bicicletas começaram a rolar para aquele que se adivinhava um longo e difícil fim-de-semana devido ao mau tempo que se fez sentir na região do norte de Portugal e da Galiza.
Os caminhos convidavam a pedalar em velocidades um pouco acima da média para o BTT na parte inicial, mas quem já foi peregrino sabia que nem sempre o caminho é fácil e transnos algum sacrifício e angústia até que chegamos a locais emblemáticos como o "Rincon del Peregrino", uma tasquinha típica rural situado na aldeia de Alberguería, no topo da serra, onde existem milhares de conchas dadas a assinar a cada peregrino ou grupo que por ali passa.
Ourense era o local escolhido para o término da primeira etapa, mas como chegamos por volta das 15h30m, decidimos continuar por mais 20km e pernoitar no albergue Cea, adiantando caminho e poupando de uma enorme subida para o pequeno-almoço de Domingo.
A segunda etapa despertou com um enorme temporal, pressentindo-se que os km de Domingo seriam muito difíceis nos trilhos repletos de lama e de pedra escorregadia. Já não bastava o mau tempo e para espanto nosso, o comércio estava todo fechado, com todos os elementos a quererem parar para o merecido pequeno-almoço, não havia lugar algum onde o fazer. Foi já em Lalin, ao fim de mais de 30km, de muita chuva e muito frio à mistura, que se encontramos um café aberto, o logrado pequeno-almoço chegava e também um local quente para nos aquecermos um pouco.
Depois de restabelecer forças, fizemo-nos aos últimos 55km já com melhor tempo e onde encontramos um grupo de BTTistas de Paredes que também faziam o Caminho. A chegada a Santiago acontece por volta das 15h00 e com ela um merecidíssimo banho quente e uma ligeira refeição para se iniciar o regresso a Portugal.
 
 
 
8 Rinus mais 2050 BTTistas as voltas em Esposende

No domingo 25 de Abril '10, por volta das 07:30h saímos de Fafe em direcção a Esposende, 8 Rinus numa avalanche savânica para esmiuçar os trilhos daquela região Minhota a beira-mar plantada.

Só éramos nós os 8 mais os 2050 participantes, isso mesmo 2050 participantes no 8º Encontro Luso-galaico, sem duvidas, o maior evento desportivo de BTT no norte do pais, desde já os parabéns a organização por conseguir agregar tamanha afluência.  

A partida ocorreu por volta das 09:40H e os primeiros quilómetros foram muito atribulados, com algumas quedas e favoráveis aos participantes que faziam uso da elevada cadência, que aproveitaram o terreno plano para ganhar alguns lugares. Após a passagem para o lado de Fão em ritmo frenético chegávamos a grande zona espectáculo na travessia do Cávado numa ponte construída sobre canoas, com uma nota muito positiva para a galvanização dada pela moldura humana que nos recebia do lado de lá.

De citar que ao longo do percurso foram também muitas as palmas e os incentivos de uma população que se nota já sentir como seu e com importância este Luso Galaico.

Já com 25Km percorridos chegados à primeira subida digna desse nome, com muita pedra e bastante inclinação, no entanto tal como a longa fila que ia subindo resignada, nem permitia esboçar a tentativa de a levar de vencida em cima da bicicleta e a subida à mão era inevitável.

Mais algumas zonas técnicas interessantes, singlestracks a convidar a uma condução divertida e zonas mais rolantes para não variar, o abastecimento chegava e umas dezenas de metros a sua frente a desilusão que já vem sendo hábito neste tipo de eventos de competição e que não dignificam nada a classe bttista, com o arremesso de garrafas vazias para o chão. O BTT é cada vez mais o desporto da moda, que está a perder o espírito que tinha a uns anos atrás, em que havia uma conduta de respeito e consideração pela natureza de quem praticava o BTT, que sentia o dever de preservar ao máximo a Natureza para também poder usufruir dos seus trilhos e paisagens magníficas. Os Jersey de ciclismo tem bolsos atrás que podem facilmente transportar garrafas vazias e as embalagens das barras energéticas sem qual quer prejuízo para o próprio, é apenas uma questão de mentalidade.

Voltando ao percurso, a passagem por dentro de uma quinta típica Minhota, onde apenas faltou o vinho verde, os trilhos semi-planos entre campos e pinhais eram muito rapidos e depressa avistamos a placa dos 5km finais, que fazia prever alguma emoção até ao fim do percurso, tamanho era o aglomerado de participantes nos trilhos. Uma meia maratona mais virada para o ciclocross do que para o BTT (Bicicletas de Montanha), pediamos mais montanha para a proxima, visto ter uma mesmo perto da cidade.

O nosso grupo participou na meia-maratona de 52km, em que terminaram 1392 participantes e apenas o Tiago teve um problema mecânico a meio do percurso, onde rasgado o pneu e furou, o que impossibilitou de prosseguir a prova, os restantes rinusóides terminaram a prova sem dificuldade de maior num percurso muito rolante, com os seguintes tempos, GILBERTO FERNANDES em 66 na geral e com o tempo de 02h:23m:29s, DAVID COSTA BARROS no lugar 154 em 02h:35m:23s, PAULO JORGE DE CASTRO TEIXEIRA no lugar 167 em 02h:36m:20s, NELSON OLIVEIRA COSTA no lugar 519 em 03h:14m:36s, JORGE FILIPE SOARES COSTA no lugar 526 em 03h:15m:13s, DAVID SILVA CASTRO no lugar 759 em 03h:41m:00s e o LUIS MIGUEL MAGALHAES COSTA em 769 na geral com o tempo de 03h:42m:08s, o primeiro classificado foi o RUBEN ALEXANDRE DIAS NUNES de Vila do Conde, com o o magnifico tempo de 01h:57m:15s.

 
 
 
Rinus na terra da Maria da Fonte

No domingo de 28 de Março'10, os Rinus e mais seiscentos bttistas fizeram-se aos trilhos do sexto passeio de BTT na Povoa de Lanhoso como advém do hábito nas comemorações das festas da cidade de Maria da Fonte.

Como no concelho de Lanhoso a região é francamente montanhosa, as subidas intermináveis eram de esperar, e assim foi, numa primeira parte do percurso foi subir, subir, subir, por trilhos através da floresta densa e singletracks entre campos viçosos, mas sempre a subir que o ritmo até dava tempo para apreciar às espectaculares paisagem minhotas, até ao merecido reforço no alto da Sra. da Lapa.

Bem, na segunda metade do passeio já podíamos relaxar mais um pouco devido as descidas que se aproximavam rapidamente, mas não muito, pois a lama nos trilhos era muita devido ao mau tempo dos dias antecedentes e a pedra brotava abundantemente no coração do trilho o que fazia com que a adrenalina estivesse bem a flor da pele em grande parte das descidas.

A parte final do trajecto e sequente chegada a cidade foi bastante rápida e menos atribulada, derivado aos caminhos menos sinuosos e pisos sólidos. A organização mais uma vez está de parabéns pelo magnífico evento que realizou e pela hospitalidade que presenteia os participantes.

Depois da abertura da época com o passeio Abraço ao Bruno, este foi o segundo de um ano que certamente será repleto de maratonas e passeio por esse país fora.

 
 
 
Mega Abraço ao Bruno - 21 Fevereiro '10

Estivemos presentes no Mega Abraço ao Bruno, uma manhã muito chuvosa mas que depressa aqueceu nos magníficos trilhos das serras de Fafe, que não faltou nada, muita lama e trilhos para todos os gostos e magnificas paisagens, tal como gostamos.
A causa era de salutar e tudo que pudéssemos fazer para ajudar o Bruno, não iria ficar por fazer, que com a nossa ajuda e de mais milhares de pessoas que organizaram, que participaram, os que compraram o ABRAÇO e os que fizeram os donativos desejam que o Bruno recupere e que tenha muita esperança no futuro.

Grande Abraço

 
 
 
 
Fafe a Santiago Compostela - dois dias de pedaladas peregrinas.

A peregrinação dos Rinusoides pelo caminho Português de Santiago, teve início na madrugada do dia 3 de Outubro junto à igreja de Cepães, com a bênção do Sr. Padre Marques.

Com cerca de 150 km para percorrer durante o sábado, a primeira etapa era muito longa e cheia de percalços ate Ponte de Lima.

O percurso até Guimarães é efectuado na pista de cicloturismo e em estrada,  e é na cidade Berço que entramos no novo percurso até Braga com indicações do caminho Português de Santiago que ainda precisa de alguns melhoramentos nas marcações. O dia começava a clarear e os trilhos começavam a surgir a espaços por entre campos e montes até Ponte de lima. Depois de um pequeno-almoço reforçado e com nevoeiro persistente, aí sim, começavam as dificuldades e os percalços até Valença. Com cerca de 35 km e com trilhos de muita pedra e de inclinação acentuada onde as bikes passam para as nossas costas e somos nós a transporta-las em vez de ser ao contrário, as características naturais da bela região de Labruja, eram sem dúvida a passagem mais difícil de todo o caminho, com particular destaque para a Fonte das Três Bicas em Vinhó e o impressionante Cruz dos Franceses que brota através do imenso pinhal. Entretanto e com problemas físicos, o Rinusoide Ismael teve de desistir da aventura devido a uma dor no joelho.

Valença foi o local escolhido para o logrado almoço, mas a jornada ainda não terminará e tínhamos de passar para o lado dos nuestros hermanos e arrepiar caminho, com passagem na Sé Catedral em Tui e pelo túnel do Convento das Clarissas.

Com os caminhos bem assinalados (indicação ao metro da distancia que faltava até Santiago), ligeiros e concisos, depressa chegamos ao local de repouso da primeira etapa. Chegada a Redondela por volta das 08:00h (hora de Espanha), ao pequeno mas moderno albergue “Torre do Relógio” no centro da cidade, para o merecido banho e subsequente jantar para repor forças para o dia seguinte.

No segundo dia “ainda mal abria os olhos” a chuva bateu à porta. Tínhamos pela frente cerca de 95 km até chegar a Santiago de Compostela e muitos locais para conhecer e apreciar. Junto à Ria de Vigo as paisagens são extremamente bonitas, com trilhos entre vinhas e pomares, e num andamento positivo, cedo chegamos ao centro de Pontevedra, para mais uma carimbadela na credencial e um agradável pequeno-almoço. Até Caldas de Reis, os trilhos eram planos, com muita gravilha e alguns riachos a extravasa-los, onde não faltaram os furos e as quedas para os mais atrevidos.

Os 40 km que faltavam para Santiago tinham trilhos para todos os gostos, como tinham sucedido até então. Com trilhos largos e rápidos por entre campos de cultivo e outros acentuados no meio de bosques. Na região de Padrón, paragem para recarregar forças para a parte final da segunda e ultima etapa. Por estradões em terra e alguns em asfalto chegamos ao alto de Agro dos Monteiros, onde pela primeira vez conseguimos avistar as torres da Catedral da cidade mítica.

Depois de 245 km de pura camaradagem, a aproximação a Santiago de Compostela carregada de simbologia, é inexplicável. Um misto de alegria e satisfação, tantas peripécias pelo caminho, de muito esforço e algum sacrifício, a chegada à Catedral é no mínimo gratificante.

 
 
 
 
Rota do Presunto - Chaves 09, com nova farda.

A maratona da “Rota do Presunto - Chaves” englobada no Open de Trás os Montes de Maratonas, a cada ano que passa tem melhor sabor, com a maturação no seu quinto ano consecutivo, os flavienses mostraram mais uma vez que no interior transmontano fazer bem e o bem receber ainda são possíveis nos dias de hoje.

Os cerca de 800 participantes que se deslocaram a região do Alto Tâmega vindos de todo a nação Lusa e também da vizinha Espanha, não saíram defraudados de Chaves, bem pelo contrario, só tinham boas razões a quando do regresso a suas casas.

Debaixo de uma pequena neblina matinal, o sol madrugador, cedo começa a brilhar dando as boas vindas aos participantes que depressa se vão posicionando no local de partida. Ao sinal de partida, o alvoroço é enorme e depressa o pelotão desmesurado se desvia da cidade em direcção à enorme montanha que circunda o concelho.

Os primeiros 8 km foram bastante rolantes, dando para aquecer os músculos para a íngreme subida que se avistava com os seus 900 metros de altitude.

Findo o primeiro grande obstáculo de 12 km sempre a subir e depois de rolar no cimo da montanha entre prados verdejantes, as tão aguardadas descidas eram rápidas e vertiginosas, com muita pedra e calceta romana até a aldeia de Faiões dos nossos amigos do Grupo de BTT de Faiões.

 Nos últimos 10 kms os trilhos de pouca inclinação davam um alento ainda maior, pois a meta estava próxima e naturalmente a cadência intensificava-se para aqueles que ainda tinham um folgo suplementar.

A entrada na cidade desenvolvia-se junto ao rio Tâmega, com uma parte final espectacular a entrarmos pelas traseiras das muralhas do Forte de São Neutel e a terminarmos na frente do mesmo, num cenário medieval.

A Rota do Presunto serviu também para a inauguração do novo equipamento dos BTT Rinus, uma nova farda que ostenta o emblema do Cepanense e que irá passear pelas maratonas e passeios de BTT no nosso País e pela vizinha Espanha (caminho Santiago 3 e 4 de Outubro) as cores de Cepães e de Fafe, um agradecimento especial aos patrocinadores.

 
 
 
 
 
Com alguns cominhos a Santiago de Compostela já realizados, e depois de semanas a preparar o percurso de BTT para Fátima, resolvemos fazer-nos aos trilhos nos dias 27 e 28 de Junho.

Mais que uma peregrinação, uma autêntica aventura para ser realizada em apenas dois dias os cerca de 320km de distância, por trilhos nunca dantes sulcados.

Nunca antes alguém tivera o arrojo de se dirigir de Fafe a Fátima por trilhos de terra, estradões de pedra lascada, singletrack junto a rios completamente secos, muitos caminhos rurais, estradas nacionais e municipais. A expectativa era imensa e as certezas muito poucas, mas na bagagem levávamos a alegria de pedalar, o prazer do conhecimento de novos caminhos e localidades e muita vontade de chegar ao Santuário de Fátima.

Madrugamos no sábado e sai-mos de Cepães por volta das 05:30 horas, ainda de noite e com as luzes activas, pedalamos em direcção ao Porto, por entre campos verdejantes de Paços de Ferreira, passando pelo alto da Serra da Feiteira. Depois de tiradas as devidas fotos na Sé do Porto, o percurso até Espinho era suave e ao sabor da brisa do mar, com paragem obrigatória no Senhor da Pedra, o percurso rapidamente se virava para o interior e a hora de almoçar chegava em plena cidade de S. Maria da Feira com 100 km consumados. A tarde da primeira etapa num misto de terra e asfalto, transpunha o distrito de Aveiro ao longo de 77km, passando por Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha, Águeda ate a belíssima localidade de Cúria em Anadia, local onde iríamos pernoitar.

No domingo, a segunda etapa da travessia Fafe - Fátima iria se tornar bem mais difícil do que a do dia anterior. Acordamos e a chuva já se abatia nos telhados, ainda adiamos a saída em meia hora, mas não havia nada a fazer, teríamos de enfrentar o caminho e pedalar forte, pois tínhamos pela frente mais de 145km de muita lama, muita pedra molhada e estradões inundados de água. Mas para ajudar a festa e quase a chegar a Coimbra, um problema mecânico num pedal do Tiago, que já no dia anterior teimava em cantar aos nossos ouvidos a cada pedalada dada, sairá literalmente da pedaleira remoída, tendo atrasado 2 horas ate resolvermos o problema. Entretanto a chuva ausentou-se por algumas horas, mas a lama barrenta típica da região teimosamente continuava lá, mas a beleza dos trilhos amplificava a vontade de pedalar e do conhecimento de novas terras. Uma delas era Condeixa-a-Velha, pelo meio dos vestígios Romanos de Conímbriga, subimos a verdejante Serra de Alconeere onde iríamos encontrar o Rio dos Mouros completamente seco mas não menos espectacular.

O recarregar das energias para a tarde foi na aldeia do Rabaçal, pois ainda faltava atravessar o Monte do Alvão até Ansião e a pior de todas, a Serra dos Ariques debaixo de uma tempestade que nos açulou durante toda a tarde. Depois de passar Ourém e começar a subir para Fátima a chuva ia lentamente fugindo e a satisfação de ver o Santuário no cimo da colina era enorme.

A entrada no santuário de Fátima já ao anoitecer encerrava uma longa travessia de dois dias muito intensos, de um caminho que dificilmente virá a ter a simbologia dos caminhos de Santiago, mas que pode ser uma boa alternativa para os amantes das longas travessias pela diversidade dos locais e pela beleza das paisagens envolventes que vamos encontrando ao longo do caminho.

 
 
 
 
  Novo equipamento '09, apresentado...
  Grande aventura no Caminho Primitivo, o mais duro dos caminhos de Santiago.
  Rescaldo da mitica Maratona BTT Rally Fafe aqui...