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IV Aniversário

 
 
 
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No domingo 8 de Novembro de 2009, uma enorme surpresa a quando da chegada à antiga Estação dos Caminhos Ferro de Cepães, actual sede da SR Cepanense e local de partida para o passeio comemorativo dos 4 anos dos Rinus.
Ainda tudo fechado e os pequenos BTTistas de 11, 12 e 13 anos que iam participar no mini passeio de 8km, já estavam a espera do seu dorsal e com enorme vontade de andar bike, o que nós dá uma boa perspectiva para o futuro da modalidade e mostra que a escola EB2,3 de Arões está a fazer um bom trabalho junto dos educandos, mostrando que existe desportos alternativos, entusiasmantes e acessíveis a todas as crianças, quem não tem uma bicicleta?
Com a malta todo reunida e o sino da igreja a cantar as 9 horas, estava na hora do arranque para os mais de 90 BTTistas, que tinham pela frente 30km de trilhos a moda de Fafe, de puro BTT e para todos os gostos e feitios. O mini passeio saiu 30 minutos depois para o júbilo dos 10 adolescentes, pela ponte do Prego e singletracks dos campos verdejantes junto ao rio Vizela.
 Na primeira parte do percurso os trilhos eram um pouco inclinados, subíamos até ao ponto mais alto de Cepães, mais conhecido por “Sol Poente”, depois descíamos a mítica fábrica do Ferro até a um local deslumbrante de cascatas feitas pela mão do Homem. Logo começava a subir por trilhos técnicos no meio de Pinheiros e Eucaliptos que embeleza o panorama e que enche os nossos pulmões de ar polido.
Depois de uma pequena paragem para uma barrita em Silvares, Barrias era o destino, descidas alucinares, azedadas por regos, eram um perigo para a nossa entidade física e um teste a nossa perícia.
Cepães já estava perto, os mais novos já tinham concluído o seu passeio e os bttistas mais crescidos, só tinham uma pequena mas não menos séria escalada até a pista de cicloturismo, era a cereja em cima do bolo que iria fazer do duche quente, um verdadeiro banho no Olimpo.
Mas antes do banho, havia bolo e champanhe para os todos os participantes, que serviu assim para confinar mais um aniversário Rinusoide.
Agradecemos a todos os participantes pela vossa presença, assim a festa ficou ainda mais divertida e colorida.

 
 
 
 
Fafe a Santiago Compostela - dois dias de pedaladas peregrinas.

A peregrinação dos Rinusoides pelo caminho Português de Santiago, teve início na madrugada do dia 3 de Outubro junto à igreja de Cepães, com a bênção do Sr. Padre Marques.

Com cerca de 150 km para percorrer durante o sábado, a primeira etapa era muito longa e cheia de percalços ate Ponte de Lima.

O percurso até Guimarães é efectuado na pista de cicloturismo e em estrada,  e é na cidade Berço que entramos no novo percurso até Braga com indicações do caminho Português de Santiago que ainda precisa de alguns melhoramentos nas marcações. O dia começava a clarear e os trilhos começavam a surgir a espaços por entre campos e montes até Ponte de lima. Depois de um pequeno-almoço reforçado e com nevoeiro persistente, aí sim, começavam as dificuldades e os percalços até Valença. Com cerca de 35 km e com trilhos de muita pedra e de inclinação acentuada onde as bikes passam para as nossas costas e somos nós a transporta-las em vez de ser ao contrário, as características naturais da bela região de Labruja, eram sem dúvida a passagem mais difícil de todo o caminho, com particular destaque para a Fonte das Três Bicas em Vinhó e o impressionante Cruz dos Franceses que brota através do imenso pinhal. Entretanto e com problemas físicos, o Rinusoide Ismael teve de desistir da aventura devido a uma dor no joelho.

Valença foi o local escolhido para o logrado almoço, mas a jornada ainda não terminará e tínhamos de passar para o lado dos nuestros hermanos e arrepiar caminho, com passagem na Sé Catedral em Tui e pelo túnel do Convento das Clarissas.

Com os caminhos bem assinalados (indicação ao metro da distancia que faltava até Santiago), ligeiros e concisos, depressa chegamos ao local de repouso da primeira etapa. Chegada a Redondela por volta das 08:00h (hora de Espanha), ao pequeno mas moderno albergue “Torre do Relógio” no centro da cidade, para o merecido banho e subsequente jantar para repor forças para o dia seguinte.

No segundo dia “ainda mal abria os olhos” a chuva bateu à porta. Tínhamos pela frente cerca de 95 km até chegar a Santiago de Compostela e muitos locais para conhecer e apreciar. Junto à Ria de Vigo as paisagens são extremamente bonitas, com trilhos entre vinhas e pomares, e num andamento positivo, cedo chegamos ao centro de Pontevedra, para mais uma carimbadela na credencial e um agradável pequeno-almoço. Até Caldas de Reis, os trilhos eram planos, com muita gravilha e alguns riachos a extravasa-los, onde não faltaram os furos e as quedas para os mais atrevidos.

Os 40 km que faltavam para Santiago tinham trilhos para todos os gostos, como tinham sucedido até então. Com trilhos largos e rápidos por entre campos de cultivo e outros acentuados no meio de bosques. Na região de Padrón, paragem para recarregar forças para a parte final da segunda e ultima etapa. Por estradões em terra e alguns em asfalto chegamos ao alto de Agro dos Monteiros, onde pela primeira vez conseguimos avistar as torres da Catedral da cidade mítica.

Depois de 245 km de pura camaradagem, a aproximação a Santiago de Compostela carregada de simbologia, é inexplicável. Um misto de alegria e satisfação, tantas peripécias pelo caminho, de muito esforço e algum sacrifício, a chegada à Catedral é no mínimo gratificante.

 
 
 
 
Rota do Presunto - Chaves 09, com nova farda.

A maratona da “Rota do Presunto - Chaves” englobada no Open de Trás os Montes de Maratonas, a cada ano que passa tem melhor sabor, com a maturação no seu quinto ano consecutivo, os flavienses mostraram mais uma vez que no interior transmontano fazer bem e o bem receber ainda são possíveis nos dias de hoje.

Os cerca de 800 participantes que se deslocaram a região do Alto Tâmega vindos de todo a nação Lusa e também da vizinha Espanha, não saíram defraudados de Chaves, bem pelo contrario, só tinham boas razões a quando do regresso a suas casas.

Debaixo de uma pequena neblina matinal, o sol madrugador, cedo começa a brilhar dando as boas vindas aos participantes que depressa se vão posicionando no local de partida. Ao sinal de partida, o alvoroço é enorme e depressa o pelotão desmesurado se desvia da cidade em direcção à enorme montanha que circunda o concelho.

Os primeiros 8 km foram bastante rolantes, dando para aquecer os músculos para a íngreme subida que se avistava com os seus 900 metros de altitude.

Findo o primeiro grande obstáculo de 12 km sempre a subir e depois de rolar no cimo da montanha entre prados verdejantes, as tão aguardadas descidas eram rápidas e vertiginosas, com muita pedra e calceta romana até a aldeia de Faiões dos nossos amigos do Grupo de BTT de Faiões.

 Nos últimos 10 kms os trilhos de pouca inclinação davam um alento ainda maior, pois a meta estava próxima e naturalmente a cadência intensificava-se para aqueles que ainda tinham um folgo suplementar.

A entrada na cidade desenvolvia-se junto ao rio Tâmega, com uma parte final espectacular a entrarmos pelas traseiras das muralhas do Forte de São Neutel e a terminarmos na frente do mesmo, num cenário medieval.

A Rota do Presunto serviu também para a inauguração do novo equipamento dos BTT Rinus, uma nova farda que ostenta o emblema do Cepanense e que irá passear pelas maratonas e passeios de BTT no nosso País e pela vizinha Espanha (caminho Santiago 3 e 4 de Outubro) as cores de Cepães e de Fafe, um agradecimento especial aos patrocinadores.

 
 
 
 
 
   
  Com alguns cominhos a Santiago de Compostela já realizados, e depois de semanas a preparar o percurso de BTT para Fátima, resolvemos fazer-nos aos trilhos nos dias 27 e 28 de Junho.

Mais que uma peregrinação, uma autêntica aventura para ser realizada em apenas dois dias os cerca de 320km de distância, por trilhos nunca dantes sulcados.

Nunca antes alguém tivera o arrojo de se dirigir de Fafe a Fátima por trilhos de terra, estradões de pedra lascada, singletrack junto a rios completamente secos, muitos caminhos rurais, estradas nacionais e municipais. A expectativa era imensa e as certezas muito poucas, mas na bagagem levávamos a alegria de pedalar, o prazer do conhecimento de novos caminhos e localidades e muita vontade de chegar ao Santuário de Fátima.

 

Madrugamos no sábado e sai-mos de Cepães por volta das 05:30 horas, ainda de noite e com as luzes activas, pedalamos em direcção ao Porto, por entre campos verdejantes de Paços de Ferreira, passando pelo alto da Serra da Feiteira. Depois de tiradas as devidas fotos na Sé do Porto, o percurso até Espinho era suave e ao sabor da brisa do mar, com paragem obrigatória no Senhor da Pedra, o percurso rapidamente se virava para o interior e a hora de almoçar chegava em plena cidade de S. Maria da Feira com 100 km consumados. A tarde da primeira etapa num misto de terra e asfalto, transpunha o distrito de Aveiro ao longo de 77km, passando por Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha, Águeda ate a belíssima localidade de Cúria em Anadia, local onde iríamos pernoitar.

No domingo, a segunda etapa da travessia Fafe - Fátima iria se tornar bem mais difícil do que a do dia anterior. Acordamos e a chuva já se abatia nos telhados, ainda adiamos a saída em meia hora, mas não havia nada a fazer, teríamos de enfrentar o caminho e pedalar forte, pois tínhamos pela frente mais de 145km de muita lama, muita pedra molhada e estradões inundados de água. Mas para ajudar a festa e quase a chegar a Coimbra, um problema mecânico num pedal do Tiago, que já no dia anterior teimava em cantar aos nossos ouvidos a cada pedalada dada, sairá literalmente da pedaleira remoída, tendo atrasado 2 horas ate resolvermos o problema. Entretanto a chuva ausentou-se por algumas horas, mas a lama barrenta típica da região teimosamente continuava lá, mas a beleza dos trilhos amplificava a vontade de pedalar e do conhecimento de novas terras. Uma delas era Condeixa-a-Velha, pelo meio dos vestígios Romanos de Conímbriga, subimos a verdejante Serra de Alconeere onde iríamos encontrar o Rio dos Mouros completamente seco mas não menos espectacular.

O recarregar das energias para a tarde foi na aldeia do Rabaçal, pois ainda faltava atravessar o Monte do Alvão até Ansião e a pior de todas, a Serra dos Ariques debaixo de uma tempestade que nos açulou durante toda a tarde. Depois de passar Ourém e começar a subir para Fátima a chuva ia lentamente fugindo e a satisfação de ver o Santuário no cimo da colina era enorme.

A entrada no santuário de Fátima já ao anoitecer encerrava uma longa travessia de dois dias muito intensos, de um caminho que dificilmente virá a ter a simbologia dos caminhos de Santiago, mas que pode ser uma boa alternativa para os amantes das longas travessias pela diversidade dos locais e pela beleza das paisagens envolventes que vamos encontrando ao longo do caminho.

     
 
 
 
  Rescaldo da mitica Maratona BTT Rally Fafe aqui...
  Grande aventura no Caminho Primitivo, o mais duro dos caminhos de Santiago.
  Novo equipamento '09, apresentado...